quarta-feira, maio 21, 2008

Caminhada até à Sacaparte

Forcalhos - Sacaparte


( Mapa do Itinerário registado no GPS )

Maio: Mês do Coração...Actividade saudável: Caminhada a pé...
No Domingo, 4 de maio, às 9.30h em ponto, um grupo de caminhantes, concentrados frente à Associação dos Forcalhos, iniciou a caminhada em direcção à Sacaparte. A ideia original era percorrer parte do caminho antigo que os romeiros forcalhenses utilizavam antigamente nas suas romarias até à Sacaparte para venerar Nossa Senhora da Póvoa em Maio ( ver extracto descritivo de uma romaria na obra do Capitão Martins, Drama sob as Nuvens).




Impedidos de começar o trajecto no início do caminho antigo nos Forcalhos ( por este ainda se encontrar obstruído pelas silvas) os caminhantes seguiram pela estrada de Aldeia da Ponte até à Quinta dos Casados, onde os proprietários numa atitude benevolente (previamente informados da nossa aventura) os receberam, indicando-lhes um caminho de forma a evitar um troço que se encontrava em mau estado ( derivado à chuva)... Depois, foi seguir sempre em frente.

Quinta dos Casados







Alguns dos participantes ( "os menos jovens") fizeram prova de boa memória ( para além da boa forma física relembrando o percurso e determinados locais: Nave Longa...Casa da Lata... existência das Alminhas...



A paisagem envolvente é agradável proporcionando aos transeuntes cenários campestres ímpares.




Indispensável carro de apoio do Ismael ao longo do trajecto


Outro pontão...outro troço da ribeira...peuqenos paraisos!


Percorridos 6 Km ( registados no GPS do amigo Pinto Moreira), o grupo fez uma paragem junto à ribeira, numa ponte de pedra, à sombra de uns freixos, local escolhido para descansar e repor energias.

Lição sobre "camuflagem" ou onde está o Wally?

Ainda não era meio-dia quando os caminhantes alcançaram a Ermida da Sacaparte. Visivelmente cansados, aproveitaram para visitar o nobre espaço e a Igreja que se encontrava aberta.

Sinais de algum cansaço?
A Lageosa esteve representada por amantes de caminhadas
( nota positiva pela adesão ao passeio)







( 15 dias antes, a "mordomia responsável pela manutenção da Sacaparte" ( mordomos de Nª Sª da Póvoa) tinha sido informada da nossa caminhada e do piquenique naquele espaço. Disponibilizaram-se para abrir a Igreja, proporcionando ainda à organização luz, água e instalações sanitárias).

A indispensável ajuda


Alguns forcalhenses, embora não tendo participado na caminhada, juntaram-se ao grupo de caminhantes para conviver no piquenique que se realizou no agradável local.








No final do almoço, entusiasmados com o sucesso da caminhada, alguns sugeriram e prontificaram-se para organizar outra caminhada, desta vez dos Forcalhos até Navasfrias, já prevista para o dia 28 de Junho de 2008... mas houve ainda quem sugerisse uma subida à pé até ao cume do Xalmas ( Espanha) que é avistado por toda a Raia... porque não?!...


Informamos desde já os interessados que todo o trajecto está perfeitamente transitável proporcionando um passeio espectacular até à Sacaparte.



( Registos no GPS fornecidos por Pinto Moreira)


A Direcção agradece aos familiares e amigos que ajudaram e apoiaram a realização do passeio sem os quais não seria possível o seu sucesso.



(Fotos de Lucinda Luís Manso, Maria João Calado Carlos, A.J. Pinto Moreira e Silvia Manso Carlos )


fdmc/05/2008

quinta-feira, maio 15, 2008

Festa da Santa Cruz nos Forcalhos

De manhã cedo, o toque dos sinos e o rebentamento de vários foguetes lançados relembravam os mais distraídos que nesse sábado dia 3 de Maio, o povo dos Forcalhos iria celebrar a Festa da Santa Cruz, cujos mordomos nomeados para este ano são o Quim do Ilídio e o Vitor Trincão ( marido da Aurora). A missa estava marcada para as 10 horas da manhã. Muitos forcalhenses residentes longe dos Forcalhos tinham-se deslocado até cá, aproveitando o facto da festa realizar-se num sábado e o 1º de Maio ter sido na 5ªFeira.


Os andores, devidamente enfeitados, empunhados por quem se tinha comprometido em transportá-los nesse dia, sairam uns atrás dos outros, em procissão pelas ruas da aldeia . Entoavam-se cânticos religiosos e rezava-se o Pai Nosso.
No final da procissão, não faltou a tradicional arrematação das roscas


A rosca ( apetitosa)






A celebração:
Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso venera-se o sinal da libertação do Homem.
Objecto de desprezo, até ao momento em que Jesus «obediente até à morte» nela foi suspenso, a Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atracção para todos os homens.
Ao celebrar esta festa,pretende-se proclamar que é da cruz, «sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça» que deriva toda a vida de Igreja. É no fundo manifestar o desejo dos praticantes de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós .