terça-feira, dezembro 16, 2008

Fotos da Capeia dos Forcalhos:

Publicamos neste espaço algumas fotografias que forcalhenses e amigos da nossa terra nos enviaram sobre as nossas festas.
Aproveitamos a oportunidade que este post nos proporciona , para incentivar vivamente os nossos leitores a enviarem fotografias, textos, notícias relacionadas com Forcalhos e suas gentes. ARCFORCALHOS@gmail.com


Fotos de Claudio Santos a partir das quais o seu autor nos quer retratar outra visão/perspectiva da capeia:

Nos Bastidores da Capeia

Aficionados pacientes no desfecho da capeia: o desencerro

Depois do encerro... à espera do desencerro no curral

Morte acidental ( Infelizmente, Touro e Homem correm esse perigo)

Mais uma vez a Inês Peres também nos fez chegar algumas imagens da Capeia:






Fotos de claudio e Inês
Texto e Legendagem de fdmc/12/2008

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Arte Forcalhense : Esculturas de José Vaz Martins


Numa das muitas noites animadas nos Forcalhos durante o mês de Agosto, em conversa informal com José Vaz Martins, o nosso conterrâneo forcalhense e sócio da ARCF, residente em França, confessou-nos que uma das suas paixões era a Escultura que já praticava há já algum tempo. Desafiamo-lo a dar a conhecer alguns dos seus trabalhos: cumpriu a promessa de nos revelar algumas das suas obras, enviando-nos algumas fotografias de esculturas realizadas por ele.

Aproveitámos para fazer uma pequena entrevista ( via Internet) que originou o artigo que se segue sobre o escultor forcalhense:

José Vaz Martins dedica-se à escultura desde o inicio do mês de Novembro de 1988. Foi durante a sua infância que começou a revelar prazer e interesse em desenhar, mas só na fase adulta é que decidiu frequentar durante 3 meses um curso de desenho. Mas no fundo sentia-se insatisfeito... procurava algo diferente. Então, experimentou a pintura durante 3 ou 4 anos, na Escola Superior das Artes Aplicadas ao Téxtil de Roubaix).

Mas a sua sede insáciavel de criatividade e de realização pessoal, levaram-no a descobrir/sentir na pintura algumas limitações para alcançar os seus ideais: o facto de só retratar natureza morta e raramente paisagens; a própria impaciência ( e não preguiça como ele refere) que sentia no processo de preparação para os trabalhos de pintura ( preparar cores, escolher pincéis, telas...) José reconhece que procurava algo mais directo, mais espontaneo. Decidiu então pôr termo à sua experiência nas artes plásticas e jejuou por completo, pelo menos durante 7 anos porque não encontrava o que procurava, isto é , uma forma de manifestar o seu poder criativo interno.



A vontade de recomeçar ressuscitou após uma visita pelos cursos de pintura moderna no Museu Moderno de Villeneuve d'Ascq que não gostou, por considerar o ambiente frio. Dali, regressou à Escola Superior de Artes Aplicadas ao Téxtil em Roubaix, com a vontade bem presente de fazer algo com as mãos. Aí, encontrou um escultor famoso, Armand DEBEVE (Aparece nas fotografias com um cache-col cor de rosa). O artista francês realizou várias obras no Norte de França. José Martins confessa-nos que no início da frequência do Curso de Escultura esteve para desistir porque o escultor Armand era muito exigente (ter-lhe-á revelado mais tarde, que era a sua maneira de seleccionar os que realmente tinham paixão para a arte). Entretanto já passaram 20 anos...

José Martins nunca participou em nenhuma exposição por que considera que não tem realizações pessoais suficientes para expor. A falta de tempo e de espaço para criar algo pessoal são factores que ele também considera impeditivos para a concretização de projectos mais ambiciosos. As suas obras são essencialmente trabalhos de ateliê.

José Martins revela-nos que, por natureza, tenta fugir às influências dos grandes mestres da escultura mas reconhece que as suas maiores referências saõ Miguel Ângelo e Rodin, cujas obras primas expressam com maior força presença, movimento, sentimentos, emoções entre outros tipos de sensações. São obras que josé Martins gosta de revisitar quando pode.

Obras de Escultores famosos que são referências para José Vaz Martins

O Pensador de Rodin e Pietá de Miguel Ângelo


A ideia de José é de ,através da sua obra, tentar expressar alguma presença, movimento ou alguma emoção...mas acima de tudo ,garante-nos humildemente ,que o que mais lhe interessa - o que está em primeiro lugar- é a sua própria motivação e o prazer que sente em tentar fazer escultura.

Esta sua paixão está articulada com uma actividade profissional diversificada, tendo já sido contabilista e sendo actualmente gestor social e gestor do património imobliliário da empresa onde trabalha. Números, Cifrões e arte...Contrastes da vida?


Só nos resta a desejar ao Zé que continue com esse poder criativo e que tenha sucesso na Escultura ( quem sabe, ele nos possa proporcionar uma exposição nos Forcalhos?)


fdmc/12/2008

Festas do Santíssimo Sacramento

E porque é bom recordar, o Pedro Martins ( mordomo das festas de 2008) fez-nos chegar por e-mail, fotografias relacionadas com as Festas do Santíssimo Sacramento (realizadas no verão passado), que temos todo o prazer em publicar no Blog. Desde já agradecemos a sua colaboração.



Iluminação da ruas dos Forcalhos




Noites agitadas no Bar dos Mordomos


Imagens de Pedro Martins

fdmc/12/2008

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Nós por cá...em dias de neve

Também nevou nos Forcalhos...



Lucinda Luís Manso ( do Ismael) testemunhou a queda de neve que ocorreu no fim-de-semana passado nos Forcalhos e enviou-nos através de e-mail algumas imagens para partilhar connosco uma paisagem ímpar...




Uma massa de ar frio polar que ainda está a assolar praticamente toda a Europa, não poupou o nosso país, nem a nossa terra.


Vista sobre a aldeia... do caminho das Casilhas.


O manto branco celestial que envolveu a nossa paisagem motivou a nossa conterrânea a pegar na máquina fotográfica e registar algumas imagens





(...contrariando um pouco a maior parte das previsões feitas este ano, devemos reconhecer que o tempo não tem sido tão quente como os meteorologistas previam inicialmente... a teoria do efeito estufa ainda suscita algumas dúvidas no universo dos cientistas...)


fdmc/11/2008


Pequena sugestão: a leitura de um texto conhecido de Augusto Gil, poeta português oriundo da Guarda:


Balada da Neve


Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...

É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...


Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
de uns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza...
– e cai no meu coração.


Augusto Gil - Luar de Janeiro, 1909



Augusto César Ferreira Gil (1873-1929) nasceu em Lordelo do Ouro, Porto, e faleceu em Lisboa (b).
Estudou inicialmente na Guarda, donde os pais eram oriundos, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Começou a exercer advocacia em Lisboa, tornando-se mais tarde director-geral das Belas-Artes.
Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspectiva neo-romântica nacionalista.
Obras poéticas: Musa Cérula (1894), Versos (1898), Luar de Janeiro (1909), O Canto da Cigarra (1910), Sombra de Fumo (1915), Alba Plena (1916), O Craveiro da Janela (1920), Avena Rústica (1927) e Rosas desta Manhã (1930). Crónicas: Gente de Palmo e Meio (1913).

quarta-feira, novembro 19, 2008

Magusto nos Forcalhos

A Direcção da ARCF realizou uma vez mais o Magusto nos Forcalhos para celebrar o Dia de São Martinho no dia 15 de Novembro( que normalmente é no dia 11 de Novembro) que decorreu num ambiente fraterno. Este ano com a presença de mais gente e com o frio que se fazia sentir alguém comentou que mais parecia a quadra de Natal.

Alguns convivas preferiram ficar no largo apesar do frio... junto ao lume!
Muitos optaram por ficar no café da Associação onde o Ze e a Isabel tinham o lume aceso e onde também não faltavam nem castanhas nem jeropiga.

Tudo à volta da caruma para assar castanhas... mas também para se aquecerem!

Para o Quim do Ilídio, era um dia especial... ele fazia anos!
( não lhe fomos perguntar quantos mas pelo aspecto não está mal conservado!)

Os contributos para a Capa de São Martinho cobraram perfeitamente as despesas ...
Água pé trazida ( por um dos convivas) e Jeropiga não faltaram durante o Convívio
...só faltou mesmo ser Verão de São Martinho ( Verão dos marmelos)
O Convívio prolongou-se até ao final da tarde...ainda tivemos direito à música popular tradicional ao toque da harmónica do Carlos Riela que acabou por alegrar o grupo dos convivas.

Se Deus quiser... e se São Martinho se lembrar...para o ano, há mais!
Fotografias de Carlos Henrique Jorge

( imagem enviada por Lucinda Luís Manso)

" Castanhas assadas , ai que bom que é! No fogão ou na lareira ai que bem que cheira! "

fdmc/11/2008

quarta-feira, novembro 05, 2008

Magusto nos Forcalhos 15 de Novembro de 2008

Realizar-se-á um Magusto no Largo da Associação (frente à sede), no dia 15 de Novembro, a partir das 16h00. Haverá castanhas assadas e jeropiga. Aparece!

São Martinho
Provérbios

- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.

- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
Fotos do magusto do ano passado:

Festas II - Festas do Santíssimo Sacramento nos Forcalhos

Não estava tanto frio e a animação era outra...




Os mordomos da festa do verão passado, José Sanches , Pedro Martins e Jorge Teixeira estiveram à altura do acontecimento tradicional e proporcionaram aos forcalhenses e visitantes uma festa cheia de música, cor e alegria...como já é costume na nossa terra.



Programação

A ideia do novo tipo de iluminação das ruas nos Forcalhos, durante as festas, teve sem dúvida nota positiva, tendo substituído os "arcos" que já nos iluminaram saudosos eventos no passado.


De referir ainda, a grande animação e o bom ambiente de festa criados no Bar dos Mordomos ( aberto no período das festas) que, como todos sabemos, também é propício para obtenção de fundos para custear as despesas da Festa de 4 dias.
O Bar aberto até de madrugada atraiu muita gente, muita juventude... ambiente excelente
O balanço das contas apresentado pelos mordomos foi positivo e excedeu as expectativas tendo realizado mais de 2000 euros de lucro dinheiro este que será sem dúvida aplicado para os interesses do povo de Forcalhos.
Os forcalhenses e amigos da Terra também estão de parabéns já que a maior parte contribuiu ( monetariamente) para a concretização da Festa. (A despesa total da Festa e da Tourada está aproximadamente calculada em mais de 30 mil euros!)
Parabéns aos mordomos de 2008...
Lamentamos o facto de não possuirmos fotos da festa para publicarmos neste espaço mas podem
ENVIAR-NOS ALGUMAS PARA ARCFORCALHOS@GMAIL.COM
FDMC/11/2008