Vamos cumprir uma bela tradição...
fdmc/12/2008
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Fogueira de Natal
terça-feira, dezembro 16, 2008
Fotos da Capeia dos Forcalhos:
Nos Bastidores da Capeia
Mais uma vez a Inês Peres também nos fez chegar algumas imagens da Capeia:
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Arte Forcalhense : Esculturas de José Vaz Martins
Aproveitámos para fazer uma pequena entrevista ( via Internet) que originou o artigo que se segue sobre o escultor forcalhense:
José Vaz Martins dedica-se à escultura desde o inicio do mês de Novembro de 1988. Foi durante a sua infância que começou a revelar prazer e interesse em desenhar, mas só na fase adulta é que decidiu frequentar durante 3 meses um curso de desenho. Mas no fundo sentia-se insatisfeito... procurava algo diferente. Então, experimentou a pintura durante 3 ou 4 anos, na Escola Superior das Artes Aplicadas ao Téxtil de Roubaix).
Mas a sua sede insáciavel de criatividade e de realização pessoal, levaram-no a descobrir/sentir na pintura algumas limitações para alcançar os seus ideais: o facto de só retratar natureza morta e raramente paisagens; a própria impaciência ( e não preguiça como ele refere) que sentia no processo de preparação para os trabalhos de pintura ( preparar cores, escolher pincéis, telas...) José reconhece que procurava algo mais directo, mais espontaneo. Decidiu então pôr termo à sua experiência nas artes plásticas e jejuou por completo, pelo menos durante 7 anos porque não encontrava o que procurava, isto é , uma forma de manifestar o seu poder criativo interno.
José Martins revela-nos que, por natureza, tenta fugir às influências dos grandes mestres da escultura mas reconhece que as suas maiores referências saõ Miguel Ângelo e Rodin, cujas obras primas expressam com maior força presença, movimento, sentimentos, emoções entre outros tipos de sensações. São obras que josé Martins gosta de revisitar quando pode.
Obras de Escultores famosos que são referências para José Vaz Martins
O Pensador de Rodin e Pietá de Miguel Ângelo
A ideia de José é de ,através da sua obra, tentar expressar alguma presença, movimento ou alguma emoção...mas acima de tudo ,garante-nos humildemente ,que o que mais lhe interessa - o que está em primeiro lugar- é a sua própria motivação e o prazer que sente em tentar fazer escultura.
Esta sua paixão está articulada com uma actividade profissional diversificada, tendo já sido contabilista e sendo actualmente gestor social e gestor do património imobliliário da empresa onde trabalha. Números, Cifrões e arte...Contrastes da vida?
Só nos resta a desejar ao Zé que continue com esse poder criativo e que tenha sucesso na Escultura ( quem sabe, ele nos possa proporcionar uma exposição nos Forcalhos?)
Festas do Santíssimo Sacramento
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Nós por cá...em dias de neve
O manto branco celestial que envolveu a nossa paisagem motivou a nossa conterrânea a pegar na máquina fotográfica e registar algumas imagens
Pequena sugestão: a leitura de um texto conhecido de Augusto Gil, poeta português oriundo da Guarda:
Balada da Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
de uns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza...
– e cai no meu coração.
Augusto Gil - Luar de Janeiro, 1909
Augusto César Ferreira Gil (1873-1929) nasceu em Lordelo do Ouro, Porto, e faleceu em Lisboa (b).
Estudou inicialmente na Guarda, donde os pais eram oriundos, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Começou a exercer advocacia em Lisboa, tornando-se mais tarde director-geral das Belas-Artes.
Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspectiva neo-romântica nacionalista.
Obras poéticas: Musa Cérula (1894), Versos (1898), Luar de Janeiro (1909), O Canto da Cigarra (1910), Sombra de Fumo (1915), Alba Plena (1916), O Craveiro da Janela (1920), Avena Rústica (1927) e Rosas desta Manhã (1930). Crónicas: Gente de Palmo e Meio (1913).



















